COVID-19 – Ações práticas para enfrentar a crise

“Aquilo que impede a ação incentiva a ação. O obstáculo se torna o caminho.”

Marco Aurélio

Estamos passando por um momento de muitas mudanças e com certeza a parte mais sensível para muitos negócios é o departamento pessoal. Algumas medidas foram lançadas pelo Governo Federal para ajudar nesse momento.

Não iremos discutir aqui se é certo ou errado até porque isso não compete a nós, iremos apresentar possíveis soluções tanto para a manutenção dos postos de trabalho como para a continuidade dos negócios.

Separei o impacto da pandemia em dois grupos distintos, negócios/atividades que foram paralisadas e os que estão funcionando de forma reduzida e listamos algumas ações que podem atenuar a situação de acordo com a MP 927 e MP 936, são elas:

1- Para negócios paralisados

Se sua empresa faz parte dos negócios que foram fechados, como aconteceu em comércios considerados não essenciais de rua, de shopping, atividade hoteleira entre outros, há duas ações que podem ser tomadas para atenuar a situação e ganhar um fôlego financeiro.

Antecipação de férias

Uma opção interessante é a antecipação de férias, inclusive dos empregados que ainda não tem direito a esse benefício. Essa é uma boa escolha para negócios paralisados porque além de “gastar” as férias que teriam que ser concedidas durante a retomada das atividades e funciona da seguinte forma:

Pagamento imediato das férias que o funcionário tem direito e possível prorrogação do adicional de 1/3 para até 20 de dezembro de 2020, portanto isso traria força durante a retomada das atividades com a capacidade máxima do pessoal.

Suspensão dos contratos de trabalho

Com a edição da medida provisória 936 será possível suspender os contratos de trabalho por até 60 dias. Com isso o funcionário irá receber do seguro desemprego o seu salário e a ficará livre durante esse período das despesas com folha.

Ex. Salário R$1.200,00, com a suspensão do contrato o valor recebido pelo funcionário seria de R$1.045,00, que geraria uma perda de R$155,00 para o funcionário e a empresa não desembolsaria nada referente ao salário. Há ainda a opção de a empresa compensar essa perda de R$155,00 ao funcionário.

Isso resulta em fôlego financeiro nesse momento difícil e de caixa tão apertado.

2- Para negócios com atividade reduzida

Há negócios que não foram obrigados a fechar e que somente estão com a atividade reduzida como é o caso de bares e restaurantes. Nesse caso, o mais importante é avaliar quanto da força de trabalho desses funcionários a empresa irá precisar nesse momento para suprir às atividades reduzidas.

Os salários podem sofrer reduções de 25%, 50% e 70%, onde a empresa arca com a parte da folha não reduzida e o governo com o percentual da diferença.

Importante ressaltar que o governo arca com o percentual reduzido seguindo os mesmos cálculos do seguro desemprego, sendo assim sempre haverá uma perda que varia de acordo com o salário contratual conforme veremos no exemplo a seguir:

Funcionário com salário de R$1.500,00 com redução de 50%: Empresa arca com R$750,00 e o seguro desemprego com R$600,00, note que há uma perda financeira do funcionário de R$150,00 que pode ou não ser compensado pela empresa juntamente com o salário proporcional.

Todos esses pontos devem ser acordados com os funcionários e devem ter antecedência de 48 horas para entrar em vigor.

Conclusão

É fato que esse é um período histórico da humanidade, de muitos desafios e se me lembro bem nunca passamos nem perto de uma situação assim. Por isso é um momento de se reinventar e buscar soluções criativas para continuar vivo.

Primeiramente cuidando da saúde, tomando as devidas precauções e acima de tudo procurando se manter ativo. Grandes momentos como esse também são momentos de crescimento pessoal e profissional e quem tiver forças para passar por isso, tenho certeza irá sair bem mais forte.